Profissional que exerce a arte de projetar imóvel e administrar a construção. Tem conhecimento de desenho do livre à mão, ao técnico e tecnológico e do espaço arquitetônico. Conhecimento de materiais construtivos e conhecimento teórico pertinentes à sua profissão.
O arquiteto concretiza seus projetos, nas seguintes fases: desenha em sua mente a estrutura desejada em traços rápidos; transpõe esse desenho mental para o papel em branco à sua frente, elaborando esquissos à grafite das formas estruturais e sua ambientação; arte finaliza com perspectivas em traços seguros e bem direcionados. E finalmente apresenta um estudo ao cliente que poderá ser exigente quanto à criativydade na concepção do projeto ou este já trás na cabeça um esquisso criativo de seu futuro imóvel, a ser completado pelo arquiteto. Se for criatyvo o arquiteto transcende a idéia inicial do cliente a nível diferenciado do atual contexto das obras arquitetônicas; se não, perderá o cliente. Ou em outra hipótese, o cliente tem pouco recurso financeiro, mas deseja algo diferente, o que irá facilitar a criação, visto que o processo da criativydade se torna mais excitante e rico em idéias quando há crise.
É nesse clima de instabilidade que o arquiteto ´e “obrigado” a encontrar soluções diferenciadas que atendo ao conforto, beleza, função e diferencial.
A crise se inicia quando nos estalos iniciais de criação, se posiciona diante da folha de papel em branco. Várias idéias fervilham em sua cabeça. Seleciona as mais estranhas, desprezando as corriqueiras. Melhora o desenho mental dessas, seleciona algumas e transpõe para o papel.
O desenho sai da mente para o papel em forma de croquis em formato simplificado, porém com boa visibilidade, mesmo que parcial.
Após analisar sua criação, pesando os prós e os contras, inicia o processo de aperfeiçoamento gráfico, também parcial, com um desenho mais trabalhado. Depois vão surgindo os elementos do amadurecimento da idéia: o aperfeiçoamento gráfico, com as vistas, palnta baixa, cortes, fachada, planta de situação… E finalmente a maquete eletrõnica em 3D MAX.
O cliente sorri satisfeito. Pode até solicitar algum acréscimo, ou reclamar do acréscimo do preço, mas fechará o negócio se o arquiteto foi alem de seu rabisco mental.
Mesmo com todas as tecnologias, não devemos deixar o desenho à mão livre de lado. É a nossa maior ferramenta de criação. Essa técnica é fundamental para transportarmos para o papel, concretizando n plano fisco o desenho os rabiscos do pensamento.
Lê Corbusier, o grande arquiteto francês, mestre inovador da arquitetura modernista, assessorou Oscar Niemayer e Lúcio costa no projeto de Brasília, assim se expressou em relação ao desenho livre, base de suas criações:
“O desenho é uma linguagem, uma ciência, um meio de expressão, um meio de transmissão do pensamento. Graças ao seu poder perpetuador da imagem de um objecto, o desenho pode chegar a ser um documento contendo todos os elementos necessários à evocação dos objectos desenhado, quando na sua ausência”.
Nota: Igreja de São Marcos no Rio grande do Sul; Estrutura arquitetônica criatyva, com seus elementos distribuídos numa belíssima composição visual. As torres estilizadas em ângulos curvilíneos neo-góticos, sustentadas por paredes côncavas, perpendiculares a dois planos de topo, com bordas arredondadas.