ARTE DE SORRIR
Postado por milton | Postado em Geral | Postado em 02-05-2010
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A arte de sorrir
Por Milton Menezes
Tudo começou em 1503, quando o fidalgo e ilustre Francisco Del Giocondo, um abastado florentino, encomendou ao mestre Leonardo da Vinci, um retrato de sua mulher. De lá para cá, parece que o sorriso alcançou sucesso internacional, tornando; sua dona, a “mulher” mais famosa do mundo, com um dos retratos mais reproduzidos de todos os tempos. Ela se expressa com um sorriso tão personalizado quanto enigmático, que até hoje desafia a imaginação dos artistas, estetólogos, críticos de arte e leigos. Mesmo com algumas dicas de nosso ilustre Édipo, ainda encontraram muitas dificuldades para decifrarem o famoso sorriso da Mona Lisa. Até parece que ela ri da credulidade daqueles que encaram o seu sorriso como de uma jovem, de apenas 20 anos; ou de 1 moço travestido de bela mulher; ou da bela viúva de Francavilla. E… Indiferente a tantos e tantos pareceres, Gioconda aguarda com paciência mais questionamentos, e sorri…
Enquanto isso, em Florença, foram-se quatro longos anos e o pobre Giocondo não conseguiu receber do artista Leonardo, o célebre retrato com o misterioso sorriso de sua amada. E para sua tristeza e curiosidade dos amantes de um belo sorriso (e quem não gosta?), nunca pôs as mãos em sua preciosa encomenda., tão ao gosto estético do místico Leonardo…
Mas… Deixemos a pitoresca história do sorriso de Mona Lisa no arquivo da própria história e passemos a analisar essa agradável e curiosa obra de arte, chamada sorriso.
Para Kant, “Arte é o que agrada sem interesse ou conceito”; para Dante Galeffi, “Todo ser humano é um artista em potencial”. Logo, nos parece que podemos definir um belo e agradável sorriso como uma bela obra de arte viva, não obstante ser mesmo uma composição visual, concebida pelo artista divino, que concebeu cada obra de arte risonha com sua graça pessoal, de acordo com a criatividade de cada artista, segundo seus estilos, abaixo mencionado:
Impressionista: composição risonha natural, expressada em rápido esboço que impressiona os que captam sua agradável mensagem.
Abstracionista: sorriso indiferente, tão distante que despreza o desconhecido.
Cubista: riso estruturado com intenções objetivas de cunho psicológico.
Surrealista: sorriso provocante e convidativo, que promete ao seu par uma deliciosa viagem ao mundo dos sonhos, pelos recantos pitorescos da própria fantasia.
Primitivista: riso singelo, tímido, porém honesto e acolhedor; conserva as características de sua origem. Algumas vezes mágico, outro, ingênuo.
Clássico: Sorriso “transparente”, tradicional. Dá-se ao observador com muita dignidade e classe; sua mensagem é precisa e concisa e não admite falha.
Arte Noveauista: sorriso fluído, alegre e animador; acaricia os olhos observadores, prometendo momentos de luxúria e prazeres tão sensuais, quais os instantes de duração de uma apresentação de fogos de artifícios.
Romantismo: Sorriso lírico que embevece os olhos de quem sonha um reino de contos de fadas.
Pontilhista: sorriso etéreo de contornos esvoaçantes, que sugestiona ao observador, um passeio pelas nuvens.
Neoclássico: sorriso de reconquista; um retorno aos caminhos da reconciliação; fusão do passado com o presente, em um amoroso enlace de renovação emocional.
Barroco: sorriso rechonchudinho, bizarro, com evidentes sinais de extravagância: – deixa que eu pago a conta.
Rococó: riso sardônico, destituído de graça e bastante espalhafatoso.
Defina aqui seu estilo artístico de sorrir e descubra abaixo da ilustração os nomes de três artistas brasileiros, identificando-os pelos sorrisos.








